Equipe gaúcha aprende técnica de tratamento de queimaduras em SC

Profissionais vão tratar as sequelas das vítimas da tragédia da Boate Kiss.
Ministério da Saúde liberou 40 placas de matriz dérmica para os implantes.

Uma equipe de nove profissionais gaúchos veio a Santa Catarina para conhecer e aprender a técnica de implantação de pele artificial usada para reparar sequelas causadas por queimaduras, utilizada nos pacientes do Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), em Florianópolis. De acordo com diretor-geral dos hospitais do Rio Grande do Sul, Antônio Fernandes, o treinamento permitirá aos profissionais do Hospital Cristo Redentor, de Porto Alegre, tratar as sequelas das vítimas da tragédia da Boate Kiss, de Santa Maria.

A ideia é aplicar o modelo de tratamento realizado no hospital catarinense, que é considerado centro de referência nacional no tratamento de queimados, no estado gaúcho. Fernandes afirmou que o hospital já recebeu autorização do Ministério da Saúde para tratar as sequelas desses pacientes, liberando 40 placas de matriz dérmica para os implantes.

“Há oito anos realizamos este procedimento de alta complexidade, credenciado pelo Ministério da Saúde, que é referência no Brasil e na América Latina. Por isso, anualmente recebemos profissionais de outros estados para treinamento e capacitação”, afirma Maurício Pereima, chefe da Ala de Queimados do HIJG e cirurgião pediátrico.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Santa Catarina, a equipe gaúcha permaneceu na capital catarinense por dois dias na última semana. Nesse período, tiveram aulas teóricas de rotinas no tratamento de sequelas em queimaduras. A parte prática consistiu em aulas sobre implantação da matriz de regeneração dérmica, que é uma pele artificial usada para reparar sequelas causadas por queimaduras.

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