Câncer de pele. O que você deve saber?

Não é de hoje que o câncer é uma doença assustadora e que não só maltrata suas vitimas, mas seus familiares que presenciam toda dor e sofrimento do seu ente querido acometido por essa enfermidade.

Entretanto, o câncer de pele ou Melanoma, seu nome cientifico ainda é muito subestimado. Trata-se de um tumor maligno da pele oriundo do Melanócitos, substância responsável pela produção da melanina da pele. Câncer de peleEsse tipo de câncer não deve ser subestimado, pois é agressivo, de crescimento rápido podendo se espalhar rapidamente pelo corpo, ou seja, a metástase.

Os fatores de risco segundo artigo do Dr. Gustavo Alonso Pereira publicado no site câncer de pele são:

Os principais fatores de risco podem ser divididos em 2 grupos: constitucionais e ambientais.

 

  •  Pele clara: Melanoma é extremamente mais comum em pessoas brancas. Em populações de pele negra a incidência é menor que 1 caso em 100.000, chegando a 50 casos em 100.000 em população de pele clara, em locais como a Austrália.  
  •  Múltiplos nevos melanocíticos (pintas): Nevos melanocíticos são potenciais precursores de melanoma, ou seja, podem se transforma em melanoma. Contudo, nevos melanocíticos múltiplos são marcadores de risco para melanoma. Pessoas com muitas pintas têm um risco maior de desenvolver melanoma. De forma prática, 50 ou mais pintas já indicam um risco maior. Se você tem muitas pintas, procure regularmente um especialista.
  •  História familiar:  Aproximadamente 10% dos pacientes diagnosticados com melanoma têm uma pessoa na família que já teve melanoma. História familiar de melanoma é o fator de risco isolado mais importante para o desenvolvimento de um melanoma. Logo, se na sua família alguém já teve melanoma: Proteja-se do sol e procure regularmente um especialista.

O fator ambiental principal é exposição à radiação ultravioleta . A exposição solar intensa intermitente (expor-se ao sol poucas vezes ao ano, mas em grande quantidade em cada exposição), e não a exposição crônica, está mais relacionada ao aparecimento de melanomas. Acredita-se que a infância é o principal período de risco à exposição solar no que diz respeito à gênese do melanoma. História de queimaduras solares na infância e adolescência, levando a bolhas, é um fator de risco importante no aparecimento de melanomas na vida adulta.

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Segundo Dr. Gustavo é possível identificar o câncer de pele por meio do aspecto muito peculiar que a pele tem nesses casos, como tom escuro, que inicialmente começa como uma mancha (lesão plana), mas com o tempo podendo evoluir e se transformar em nódulos ou feridas. Ele alerta que as pessoas têm uma falsa impressão que câncer de pele só refere-se a lesões de pele de aspecto elevado, o que é um erro, pois geralmente eles começam planos, como uma mancha inofensiva, momento mais do que oportuno para fazer o diagnóstico dessa doença.

Dr. Gustavo ainda ressalta que  lesões pré-existentes na forma de pintas ou sinais que sofrer alterações, devem ser avaliadas por médico dermatologista.

 

Ele da como dica uma regrinha chamada “Regra Mnemônica, A Regra do ABCDE. São elas:

Assimetria: Os melanomas tendem a exibir uma assimetria de cores e forma.
Bordas: Os melanomas apresentam bordas irregulares, com final abrupto da pigmentação.

Cores: Nos melanomas, predominam as cores escuras e/ou a presença de várias cores em uma mesma lesão (preto, marrom claro, marrom escuro, cinza-azulado, vermelho e branco).
Diâmetro: O crescimento rápido é uma das principais características do melanoma, o que leva a lesões de diâmetros maiores. Como regra diâmetros maiores que 6 milímetros levam a uma suspeita maior de lesão maligna.. Lembrando sempre que existem melanomas de diâmetro menor e quanto mais precoce o diagnóstico melhor. 
Evolução: Toda pinta que mudar (mudança de cor, formato, relevo) em curto período de tempo (1 a 3 meses) deve ser examinada por um dermatologista. 

 

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Dr. Gustavo ainda informa qual o procedimento em caso de suspeita de câncer de pele como diagnóstico, tratamento e cura. Vejamos:

Diagnóstico do melanoma

 

A suspeita diagnóstica de melanoma é feita pelo exame clínico. Um médico especialista, fazendo um bom exame clínico pode fazer o diagnóstico.  O melanoma infelizmente é pouco sintomático, nas fases iniciais não apresenta sintomas como dor, coceira ou sangramento. Só passa a apresentar tais sintomas em fases mais avançadas.
O diagnóstico precoce do melanoma pode ser bastante difícil, pois nas fases inicias o melanoma pode se confundir com pintas benignas. Uma ferramenta útil para diferenciar uma lesão benigna de um melanoma é adermatoscopia. A dermatoscopia pode ser feita com diversos equipamentos, sendo o mais comum o dermatoscópio (similar ao otoscópio), equipamento portátil, com uma lente que permite um aumento fixo de 10 vezes. A dermatoscopia nas mãos de pessoas experientes aumenta muito a acurácia no diagnóstico de melanoma.

 Tratamento do melanoma

Toda a abordagem do melanoma é feita baseada no seu estadiamento. é a forma de classificar o tumor de acordo com seu tamanho e suas potenciais metástases para gânglios e órgãos a distância. O estadiamento leva em consideração 3 fatores? T de Tamanho, N para metástase linfoNodal e M de Metástases para outros órgãos.  O tamanho é calculado de acordo com o nível de invasão do melanoma, medido a partir das camadas superficiais da pele. Este nível de invasão é chamado índice de Breslow e é expresso em milímetros. Quando não há invasão o melanoma é chamado de in situ. Quanto maior o índice de Breslow, mais espesso o melanoma e pior é seu prognóstico. Para melhor estadiar o melanoma podemos fazer a pesquisa de linfonodo sentinela.

Melanoma tem cura? 

Depende do melanoma. O único tratamento realmente eficaz para o melanoma é a cirurgia. Quanto mais precoce o diagnóstico e a cirurgia, maior a chance de cura. Nos melanomas finos, com um indíce de Breslow pequeno, em geral abaixo de 1 milímetro, a cirurgia tem grande chance de cura! Por esta razão o diagnóstico precoce é fundamental para o bom tratamento e possibilidade de cura!

 

Cuide da sua saúde! Não vacile!

Mais informações sobre o assunto no site: www.cancerdepele.com.br

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