Adesivo personalizado entrega radiação para curar cancro da pele comum

Uma pesquisa divulgada na Society of Nuclear Medicine’s 2012 Annual Meeting, nos EUA, apresentou um novo tratamento para o cancro da pele capaz de curar os pacientes sem a necessidade de internamento, avança o portal ISaúde.

Os resultados mostraram que o tratamento, que consiste em um adesivo personalizado, destruiu completamente o carcinoma basocelular sem cirurgia ou radioterapia em 80% dos pacientes estudados.

Existem dois tipos principais de cancro da pele, o melanoma, que ataca as células que produzem pigmento na pele e cancro não melanoma, tais como carcinoma de células basais e carcinoma de células escamosas. Carcinoma de células basais é o tipo mais comum de cancro da pele que afecta a camada superficial da pele.

A equipa do All India Institute of Medical Sciences, em Nova Delhi, desenvolveu um tratamento chamado adesivo fósforo-32 (P-32). O tratamento entrega radiação sob a forma de um adesivo que pode matar tumores da pele com segurança e facilidade.

A terapia é ideal para pacientes com cancros de pele que são muito difíceis de operar, especialmente se o enxerto de pele após a cirurgia seria problemático.

“O estudo é importante para o campo da medicina nuclear já que abre uma nova dimensão no campo da medicina nuclear terapêutica e na dermatologia, especialmente para o tratamento de neoplasias malignas da pele. Para os pacientes, é benéfico porque é um procedimento simples, barato e conveniente que não os obriga a ser internados. Isto pode tornar-se o procedimento padrão para o tratamento de carcinoma de células basais ou servir como uma alternativa, quando a cirurgia e a radioterapia não forem possíveis”, afirma a líder da pesquisa Priyanka Gupta.

Para o estudo, os investigadores recrutaram um total de 10 pacientes com idades entre 32 e 74 anos com carcinoma de células basais facial e os trataram com adesivos personalizados P-32.

Os participantes tinham lesões próximas aos olhos, o nariz e a testa, e todos foram tratados localmente com P-32 por três horas no ambulatório. Os adesivos foram personalizados e reaplicados nos dias quatro e sete após o primeiro tratamento por mais três horas cada um.

As biopsias foram realizadas aos três meses e repetidas nos três anos que se seguiram o tratamento, e oito de 10 pacientes foram totalmente curados e livres do cancro.

Outras pesquisas deverão ser realizadas antes que o adesivo P-32 possa ser fornecido para uso clínico geral para tratar o carcinoma basocelular e cancros de pele superficiais semelhantes.

pop.eu.com

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